Escola de Música Tom Maior
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23 Oct /2019

Trítono, o Som do Diabo

Eu sei que você deve estar se perguntando "o que é trítono?" ou "o que o diabo tem a ver com isso?" Já explico!

Primeiramente vamos ao trítono. Trítono é um intervalo de três tons inteiros entre duas notas. Ou seja, quando duas notas são tocadas simultaneamente, e entre elas há uma distância de três tons, estamos tocando um trítono. Um clássico exemplo está entre as notas Fá e Si. O trítono está presente nos acordes dominantes e em vários outros tipos, pois ele é responsável pela sensação de "tensão" da função dominante. Sendo assim, todo acorde dominante possui um trítono.

Na época da Idade Média, a música era feita através de cantos gregorianos, uma música essencialmente vocal e sem acompanhamento de instrumentos. Sendo assim, quaisquer notas e intervalos harmônicos eram cantados ao vivo nas celebrações religiosas. Na religiosidade da época, a perfeição de Deus se traduzia em sons harmônicos, suaves e calmos, e as dissonâncias eram vistas pela igreja como malignas.

Ainda hoje, muita gente espalha o conceito de que o trítono recebeu o nome de "diabolus in musica" e foi inclusive proibido de ser executado nos cantos dentro das igrejas, sob ameaça de os músicos irem para a fogueira. De fato, o termo existe em registros históricos, mas existia como um aviso de que esse intervalo era difícil de ser executado no canto. Sendo assim, essa idéia de "som do diabo" não passa de um MITO! Não existe comprovação histórica de que o trítono tenha sido realmente proibido pela igreja católica, e muito menos relatos de compositores ou músicos que foram para a fogueira por tocarem este intervalo.

 

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