Escola de Música Tom Maior
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09 Dec /2018

A Música e o Sentimento

            João Carlos Martins, Andrés Segovia, Yo Yo Ma entre tantos outros nomes de instrumentistas famosos são referência mundial em suas interpretações. Na execução de determindadas obras, por exemplo de J. Sebastian Bach, os três músicos são unânimes em seus intrumentos (piano, violão e violoncelo, respectivamente). Isto demostra um alto grau de especialidade, autoridade e aceitação por grande maioria do público à qualquer trabalho realizado neste âmbito musical.

            Mas a interpretação é muito característica, muito pessoal. Embora seja fácil em cada peça prever o estilo de execução graças ao período musical em que foi composta, músicos se reinventam e procuram trazer ao público contemporâneo obras antigas que estão se apagando e caindo no esquecimento da população moderna. Fica o exemplo do violonista espanhol Andrés Segovia, já falecido, que realizou um grande trabalho de arranjos e edições para músicas de compositores conhecidos. Em determinadas partituras, Torna-se difícil a execução de trechos, notas ligadas que não caracterizam o período. Mas ouvindo a gravação deste que foi um dos mestres do violão percebemos a qualidade e excelência tocar determinados trechos dando a estes um sentido único e diferente de outros violonistas, mesmo editando as partituras ao seu caráter didático para a mais perfeita execução.

            Por isso edições de uma mesma música podem conter diferenças entre si. Hoje, na música contemporânea toques são explorados em diferentes partes do instrumento e caracterizar isso no papel quase sempre foge dos padrões “nota e pauta”. É necessário compreender os novos símbolos e o mais importante: ouvir muito - Escutar outras interpretações, músicos que tiveram contato direto com os compositores de obras que vieram a gravar. Desta maneira conseguimos entender a música, no que se baseia essa composição, e, absorver o sentimento do compositor.

            O intérprete sem sentimento deixa a desejar, e o sentimento é o que irá trazer caráter para a obra, contagiando o público e lhes trazendo este mesmo sentimento. Tudo isso sem se esquecer da vital importância do ritmo, duração das notas e a dinâmica. O resto fica a caráter do talento de quem a toca, e do público que a contempla.

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